El Niño: Cagepa, Aesa e Defesa Civil unem esforços para ampliar segurança hídrica na Paraíba

A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e a Defesa Civil do Estado estão unindo esforços para ampliar o monitoramento da segurança hídrica da Paraíba e antecipar medidas diante dos diferentes cenários de disponibilidade de água. A iniciativa foi discutida durante reunião realizada no dia 23 de setembro, na Sede Administrativa da Cagepa, com a participação de dirigentes, gerentes regionais e equipes técnicas dos órgãos.

Durante o encontro, o presidente da Aesa, Porfírio Loureiro, apresentou o Painel de Segurança Hídrica, que reúne informações de 96 estações de monitoramento e 139 reservatórios do Estado. Os dados, incluindo informações sobre evaporação obtidas a partir do Sistema Estadual de Informações de Recursos Hídricos (SEIRA), serão integrados às informações dos sistemas de abastecimento e das adutoras operadas pela Cagepa.

A integração permitirá acompanhar de forma mais ampla a situação dos mananciais e identificar, com antecedência, o momento adequado para a adoção de medidas preventivas. A preocupação ganha relevância diante da possibilidade de influência do fenômeno El Niño sobre o regime de chuvas ao longo de 2027.

“O verbo é precaver. Precisamos acompanhar os indicadores, entender os sinais que os dados estão mostrando e, a partir desse monitoramento, iniciar os processos internos necessários. A ideia é estarmos preparados para os diferentes cenários”, destacou o presidente da Cagepa, Marcus Vinicius Neves.

Segundo Porfírio Loureiro, a proposta é construir uma visão integrada da segurança hídrica, reunindo as informações e tecnologias disponíveis nos diferentes órgãos. “Precisamos construir esse mapa juntos, agregando as informações e as tecnologias de cada ente para termos uma visão mais completa e podermos agir de forma coordenada”, afirmou.

As instituições deverão trabalhar com diferentes cenários — favorável, intermediário e pessimista — para orientar o planejamento e a preparação das ações. Além da quantidade disponível nos mananciais, o acompanhamento também deverá considerar a qualidade da água destinada ao abastecimento da população.

Novas reuniões serão realizadas para aprofundar a integração dos dados, avaliar os cenários e definir, de forma conjunta, as estratégias necessárias para fortalecer a segurança hídrica do Estado.