Projeto piloto da Cagepa é aprovado em Congresso Nacional de Automação

Monitorar as redes de abastecimento de água em tempo real e “prever” uma falta dágua já é possível e real. O projeto piloto que usa a tecnologia a favor da eficiência desenvolvido pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) foi aprovado pelo Congresso Brasileiro de Instrumentação, Sistemas e Automação (Cobisa) 2019 e será apresentado para todo o Brasil nos dias 14 a 16 de maio.

O trabalho, intitulado “IoT para monitorar a qualidade do serviço de abastecimento de água: um estudo de caso na Cagepa”, foi produzido em conjunto por duas equipes:  a Gerência de Automação e a Gerência de Tecnologia da Informação da empresa. Segundo o Centro Nacional de CiberSegurança, IoT (Internet of Things ou Internet das Coisas) pode ser compreendida como a gama de aparelhos e objetos ligados permanentemente à internet. Em suma, é como se essa tecnologia artificial fosse uma extensão aprimorada e inteligente da internet que usamos no cotidiano.

O subgerente de sistemas Eduardo Arnaud explica como a IoT começou a ser aplicada na Cagepa por meio desse projeto: “Instalamos placas eletrônicas em alguns pontos da rede. Elas medem a pressão das tubulações e essas informações são enviadas via internet para as equipes de monitoramento, que acompanham tudo em tempo real. Quando a pressão de determinada rede baixa, já sabemos que vai faltar água naquela região”.

Mais agilidade, menos desperdício – Com a informação privilegiada, as equipes de manutenção poderão ser acionadas com mais rapidez. “E em tempos onde a gestão hídrica tem que ser prioridade, tecnologias que promovam a agilidade para evitar desperdícios são uma moeda valiosa no mercado. Desenvolvemos o nosso projeto para que seja implantado com os  nossos clientes, mas pensamos que ele também possa servir de case para outras companhias”, disse Eduardo.

O custo-benefício do serviço também é outra carta na manga, como explica o subgerente de infraestrutura e segurança em TI, Helton Barbosa. “O custo do nosso projeto é equivalente a apenas 5% do valor de um equipamento que faz o mesmo no mercado, atualmente”, destacou.

De acordo com o subgerente de Pesquisa em Tecnologia Aplicada da Cagepa, Altamar Cardoso, o projeto piloto foi desenvolvido em um dos sistemas do município de Guarabira, brejo paraibano, mas a ideia é, em breve, estender a instalação das placas nos sistemas de todo o Estado. “Enxergamos a tecnologia como, cada vez mais, aliada no setor de saneamento básico, principalmente para construir uma companhia cada vez mais sustentável, econômica e eficiente. Estamos felizes em sermos contemplados com a participação no Cobisa, que é o mais conceituado congresso na área de automação no Brasil. Mas, mais felizes ainda com a concretização de uma ideia criativa que pode melhorar o serviço para todos os paraibanos”, finalizou.